quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Jogue pro alto, se voltar é seu"

Como é bom desabafar, parece que hoje me sinto bem melhor, um peso tirado das costas...
Sei que sou repleta de 'fases', nem eu achei que fosse sentir esse alívio imediato, mas já não me sinto como ontem... Essa nossa insistência em pré-determinar as coisas só nos causam decepções, o que é culpa, única, e exclusivamente nossa, ninguém está no mundo para satisfazer nossas expectativas...
Desta vez, ter entendido isso antes, teria sido menos doloroso.




"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante..." [Caio Fernando Abreu]

terça-feira, 30 de agosto de 2011

submarine.

Não sei de onde vem essa coisa que me sufoca, me entala, me engasga, me causa dor.
Quanto mais eu falo mais lembranças surgem, mais dúvidas, mais e mais e mais...
Mais tudo, mais raiva, mais dor, mais memórias, mais sentimentos, mais vontade de esquecer...
Por que a gente simplesmente não esquece aquilo que não quer lembrar?
Por que justamente aquilo que não queremos lembrar é o que mais nos causa dor? Por quê?
Só queria acordar e lembrar menos, pensar menos, querer menos... Só isso.
É pedir muito de mim?
Será que não posso ter controle nem sobre meu querer? Que liberdade é essa que tenho? Onde não consigo sequer controlar meus sentimentos... Onde sou escrava de mim mesma. Onde me perco tanto que sequer me encontro...
Sim, que mundo é esse? Não, realmente não sei!
O mundo tem sido amargo, cinzento, sombrio, por mais que eu tente não tem sido diferente.
Me encontrar? Sempre que penso ter me encontrado me perco mais ainda, que coisa não?
Deve muito estúpida mesmo, fazendo as mesmas coisas, cometendo os mesmos erros, sofrendo pelas mesmas histórias e no fim achando que seria diferente... e no fim percebendo que era sempre a mesma 'estória'. E para que? Para descobrir o que eu supostamente já sabia?
Que... 'Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é auto-serviço, todo amor é amor-próprio.'
Descobrir que ninguém faz nada por a não ser por si mesmo? E mais ter certeza do egoísmo presente nas pessoas?



sem brilho, sem cor, sem vida.

'We all live in a yellow submarine...
Yellow submarine, yellow submarine'

segunda-feira, 29 de agosto de 2011


"- Quer dizer - perguntou Breuer - que cada ação que realizo, cada dor que experimento serão experimentadas por toda a infinidade?
- Sim, o eterno retorno significa que, cada vez que você escolhe uma ação, deve estar disposto a escolhê-la por toda a eternidade. O mesmo se dá com cada ação não realizada, cada pensamento natimorto, cada escolha evitada. Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você, invivida por toda a eternidade. A voz ignorada de sua consciência continuará clamando para sempre.


Não sei o que mais dizer, exceto que, graças a você, percebo que a chave para viver bem é primeiro desejar aquilo que é necessário e, depois, amar aquilo que é desejado."

Quando Nietzsche chorou

domingo, 21 de agosto de 2011

true.


"Ninguém deseja, acredita ele, ajudar os outros; pelo contrário, as pessoas desejam apenas dominar e aumentar seu próprio poder. Nas poucas vezes em que submeteu seu poder a outrem, acabou se sentindo devastado e enraivecido."

Quando Nietzsche chorou

domingo, 7 de agosto de 2011

Perder

Odeio perder.
Perder qualquer coisa.
Sentimentos, pessoas,
amores, caminhos,
jogos, palavras,
objetos, frases,
apostas...
Qualquer coisa.
Simplesmente não gosto de perder.
Inclusive.
Odiei perder você.
Você deveria ter me perdido,
e não eu perder você, que parecia tão meu.
Mas você perderia o que?
O que nunca foi seu?

sábado, 30 de julho de 2011

Pouco me importa.

Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.

24-10-1917
“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
  - 96.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.

Cecília Meireles
(Romanceiro da Inconfidência)



quinta-feira, 23 de junho de 2011

E hoje eu acordei com uma vontade estranha, uma coisa inexplicável,
uma alegria inconstante, uma tristeza persistente,
uma sensação triste, uma agonia  incontrolável,
coisas da vida.
vai entender...

sábado, 21 de maio de 2011

"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar..."


Ultimamente tem tudo parecido realmente um sonho, tem sido tão perfeito que não sei nem se é verdade, na verdade sei que é, só tenho medo que esse sonho possa tornar-se um pesadelo, que essa verdade torne-se mentira, que tudo se desfaça.
As coisas têm acontecido de uma forma que nunca aconteceram...
Estou vivendo as emoções de forma tão intensa, de forma verdadeira, meus dias, minha ações, meus pensamentos têm sido melhores, minha vida tem sido melhor.
Sempre tive medo de ter sonhos, sempre quis ser realista demais, racional demais...
Aí acontecem coisas que nós tiram do chão...
Que nos fazem acreditar que tudo que acreditávamos não passava de algo tão pouco, algo tão egoísta, algo que pode se desfazer a qualquer momento...



"Sei lá... sei lá... sei lá....
Se o que deu é meu...
Vai saber,
Se o que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve..."
"Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto."

terça-feira, 17 de maio de 2011

assim.

"Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer?
Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma alegria além de ti.
Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."


( Extraído do livro Caio Fernando Abreu-  Caio 3D, O Essencial da Década de 1980, p.186)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Os prazeres da alma III

"Os indivíduos que alcançarem o estado de liberdade vivem no equilíbrio, porquanto não acreditam em tudo, nem desconfiam de tudo. Fazem parte do rol das criaturas centradas: diferenciam o que existe de real e verdadeiro, e não ficam imaginando males ilusórios ou sem fundamento."

"Enquanto vivermos de forma mecânica, irrefletida e sem a intervenção  consciente da lucidez, nos privaremos de possuir uma mente tranquila e um coração pacificado."

"Todos nós somos água da mesma fonte, mas corremos momentaneamente em leitos diferentes."

"De que servem cabelo e manto impecáveis, ó tolo! Tudo dentro de ti está confuso e, no entanto, você penteia a superfície."

"Humildade nada tem a ver com a presença ou ausência de bens materiais, mas com a forma de comportamento íntimo."

"Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos e exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias. Assim, nossa visão do mundo se expande."

"Não poderemos ser autênticos se não formos corajosos. Não poderemos ser originais se não lançarmos mão do destemor. Não poderemos amar se não corrermos riscos. Não poderemos pesquisar ou perceber a realidade se não fizermos uso da ousadia."

"Só tropeça quem está a caminho. Só erra quem é livre para tentar."

"Fixar-se numa só linha de pensamento ou corrente filosófica pode parecer a maneira mais segura de se viver, contudo é a mais infantil delas."

"Perdoar ou desculpar alguém é bom e saudável, mas viver desculpando indefinidamente os erros alheios pode ser muito perigoso. As emoções enterradas e não verbalizadas se manifestarão de forma negativa em outras situações e com diferentes pessoas em nosso dia-a-dia."

"O amor desenvolve características pessoais, distinguindo e particularizando a criatura. Ao proporcionar-lhe vontade própria e independência, enseja que ela expanda horizontes e dissolva as barreiras onde o padrão e a generalização ergueram paredes."

(Os prazeres da alma;  Francisco do Espírito Santo Neto)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os prazeres da alma II

Photo by Ana Xavier
"Nossa impaciência desequilibra os processos internos e externos da Natureza em nós. Atos e atitudes pacienciosas podem mudar nosso modo de ser e enfrentar conflitos. Lembremo-nos de que todo problema contém em si mesmo a 'semente da solução'.
No entanto, a paciência não é passividade, estagnação, ociosidade ou paralisação. É antes um potencial a ser desenvolvido - serenidade, persistência e constância. Ela permite que possamos descobrir o momento certo de perseverar ou de abdicar de relações, situações, vínculos e atividades que envolvem o nosso dia-a-dia."

"Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender."

"Amar não significa esperar que alguém nos satisfaça todos os anseios e necessidades que cabe só a nós satisfazer."

"Na ética ou na fraternidade, a vida social do planeta se transforma numa melodia executada por muitos instrumentos afinados na mesma tonalidade; todos vibram em conjunto, embora uma só música seja tocada."

"Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos."

"A liberdade como todas as outras conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente se for compartilhada com os outros."
(Os prazeres da alma;  Francisco do Espírito Santo Neto)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
Caio Fernando de Abreu

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os prazeres da alma I

Moça à janela (Salvador Dali)
'Em nós existe um universo ilimitado que infelizmente reduzimos ao mundo insignificante de nossos interesses mesquinhos...'

Não adianta ' fecharmos as cortinas da janela da alma' a fim de levarmos uma vida de sonhos - repleta de pensamentos e vazia de experiências - , atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um 'desapego defensivo', ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.'

Desapego defensivo: mecanismo de fuga da realidade utilizado, de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento auto-imposto proveniente do medo de amar, ou mesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou ideias e de serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e de submissão fora do próprio controle. Pessoas que vivem na reclusão absoluta para fugir ao contato do mundo.

'As pessoas estão distraídas entre os eventos do passado e os presente, plenas de desejos pessoais que turvam e contagiam sua visão, o que as impede de expressarem-se de forma espontânea e natural.'
  
'O sábio, por ter plena consciência da impossibilidade de se possuir o conhecimento absoluto, reconhece com humildade as muitas coisas que ignora, não incorrendo na presunção de saber ou conhecer...'
(Os prazeres da alma;  Francisco do Espírito Santo Neto)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"O brilho eterno de uma mente sem lembranças"


"Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram o melhor de seus 
equívocos."

 Nietzsche

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Amar?

O amor não existe.
Não passa de uma ilusão criada pelos fracos, pelos sonhadores.
As pessoas querem acreditar que existe, porque acaba sendo conveniente,
mas no fim é sempre a mesma história.
Amamos nossos desejos, nossas idealizações, e quando percebemos
que não é mais o que nos interessava, já não há o mesmo sentimento.
A gente só acredita enquanto é viável acreditar, enquanto nos faz bem, mas depois tudo se dissipa.
Mas existir. Não existe.
É só um pseudo-sentimento. 


"se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Uma realidade menos mórbida.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

verdades.

E hoje depois de alguns meses estou em casa, ou melhor, na casa dos meus pais.
Neste semestre tanta coisa aconteceu, tentei me libertar daquilo que não me fazia bem mudei de cidade, de universidade... Tantas decisões precisaram ser tomadas, tanto medo tomou conta de mim. Tantas vezes chorei, engoli seco, tantas vezes sorri mais para os outros do que para mim mesma e acabei me enganando com uma falsa felicidade, guardei e ganhei amizades, me embriaguei sem lembrar como cheguei em casa, tentei encontrar alguém que mudasse minha vida de repente, tentei esquecer um velho amor, em vão, me apaixonando novamente e outra vez voltando aos seus braços, tentei virar milionária com a mega da virada... Tentei tantas coisas, muitas em vão, mas acima de tudo tentei não desistir e ir atrás daquilo que desejo. Assim, estou aprendendo a conviver e respeitar pessoas que nunca conheci, dentro de uma mesma casa, estou tentando ser mais paciente, menos orgulhosa, egoísta e egocêntrica, estou tentando ler e estudar mais, agir mais, ouvir mais e gastar menos...
Enfim, o ano se passou e talvez eu não tenha feito tudo maneira certa, talvez não tenha feito tudo o o que queria, deixando de fazer muita coisa, com o tempo cada vez mais acelerado, o mesmo minuto, a cada dia vem passando mais rápido, mais responsabilidades, mais escolhas,  a gente vai crescendo e quando menos espera, já somos adultos, já estamos inseridos nesse mundo onde muita coisa perde a cor, o brilho, a vida se acompanharmos essa rotina e deixarmos de viver cada momento serena e plenamente... 
             Acabei sentindo saudades, saudades de momentos que passei, daqueles que perdi, daqueles que já não vejo ou daqueles que nem conheci, saudades de beijos apaixonados, de abraços apertados, saudades do fui, do que nunca serei... Mas coisas boas nascem, vivem, morrem, permanecem a todo o tempo tudo se transforma. O mundo muda, os sentimentos, os pensamentos mudam, a gente tem que acompanhar esse engenho de mudanças, acompanhar a música, não perder o ritmo.  
            Não quero fazer planos grandiosos para 2011, só quero que aproveitar cada momento sem grandes arrependimentos. 
               E que termine  2010.
               E que venha 2011.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nostalgia. Nostalgia minha.

É tão estranho... Os bons morrem jovens...
Assim parece ser quando me lembro de você que acabou indo embora cedo demais...
Quando eu lhe dizia me apaixono todo dia, é sempre a pessoa errada, você sorriu e disse, eu gosto de você também. Só que você foi embora... Cedo demais!
Eu continuo aqui. Meu trabalho e meus amigos e me lembro de você em dias assim...
Dia de chuva. Dia de sol.
E o que sinto não sei dizer...
Vai com os anjos. Vai em paz.
Era assim todo dia de tarde a descoberta da amizade. Até a próxima vez...
É tão estranho... Os bons morrem antes.
Me lembro de você e de tanta gente que se foi... Cedo demais!
E cedo demais... Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis. Só não aprendi a perder...
E eu que tive um começo feliz... Do resto não sei dizer.
Lembro das tardes que passamos juntos... 
Não é sempre mais eu sei que você está bem agora.
Só que neste mundo. O verão acabou.
Cedo demais!

Os bons morrem jovens
Legião Urbana

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...


Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes,de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade. 


Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo, em italiano, em inglês...
mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente a imensa falta 

que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!
De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



                                                   Clarice Lispector

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

não sei o que você espera de mim.

Só estou tentando seguir minha própria vida,
talvez eu tropece, caia, quebre a cara, mas eu quero viver, quero aprender.
Amo muito todos eles, e sei que não está sendo fácil para ninguém.
Mas tenho que tentar trilhar o meu caminho, talvez estejam precisando de mim. Talvez não, tenho certeza disto, sabia que não seria fácil em nenhum momento, nunca disseram que seria, mas eu preciso tentar, não quero que me façam arrepender das decisões que estou tomando, sei que me apoiam, bem lá no fundo, sempre confiaram em mim, preciso que continuem confiando.


'e nesses dias tão estranhos,
fica a poeira se escondendo pelos cantos.'

domingo, 18 de julho de 2010

Mudança



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que
já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões

domingo, 27 de junho de 2010


A vida é feita de decisões e escolhas, nem sempre tomamos o caminho certo, mas cabe a cada um de nós decidir pelo caminho que nos é mais viável.
Diante de uma encruzilhada, qual caminho escolher? A vida depende só do que queremos? Ou depende também das pessoas que nos cercam? Das pessoas que amamos? Devemos buscar só aquilo que parece ser o melhor para nós? Qual é a garantia de que iremos escolher o caminho certo? Não há garantias. Nem sempre temos todos estas respostas, mas precisamos estar ciente do caminho que escolhemos, ciente das conseqüências, das reações... Não sabemos aonde uma estrada vai nos levar, qual será o próximo caminho a seguir até o encontrarmos a nossa frente, e isso é uma das coisas mais importantes que precisamos para entender sobre as decisões de nossas vidas.
Talvez haja pelo caminho vendavais e tempestades, talvez dias ensolarados, caminhos apertados, íngremes, tortuosos, caminhos límpidos, mas todos nos fazem aprender, e não sabemos qual será o próximo acontecimento até dar o próximo passo, até vivermos.
Nada será um mar de rosas, mas chega um momento em que devemos aprender a voar com nossas próprias asas, chega o momento em que a o vento da liberdade sopra em nossos ouvidos e devemos ouvi-lo, talvez não seja a hora certa, o momento exato, mas não há como saberemos se a oportunidade não for aproveitada, se o momento não for vivido.
Este é o mundo dos adultos.
Bem vinda, baby. 
 
A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
(Alberto Caeiro)




“eu preciso andar um caminho só,
vou buscar alguém que eu nem sei quem sou.” 
                                     (Los Hermanos)
 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Como?

Eles não ligam para o que você diz.
Não ligam para o que você faz.
Não ligam para o que pensa.


Você obedece, pertence, padece,
em um mundo onde a verdade é um avesso
que nunca faz parte de você.


Você vive para o trabalho,
você vive para a família,
você vive para o dinheiro,
para a escola, 
para comer a namoradinha que você acha que 
te espera com prazer,
mas que no fundo não está nem aí para o que você acha, faz ou deixa de fazer.  


Você vive para o esperar que o sapo vire príncipe.
Para achar que palhaços são os mascarados.
 Para acreditar que o mundo não te consome.
Que o povo é ajudado. 
Que o governo e democrático.


Você vive para ver a pedofilia cristã.
Para ver o mundo ser destruído, construído, e reformado.
Você vive para o consumismo, o sensacionalismo, 
e todos os ismos capazes de mudarem sua mente,
de te manipularem.
Você vive tentando ser melhor,
não o melhor para você,
mas o melhor que você possa parecer.



Você vive para isto.
Você vive para aquilo.
Você não vive para nada.
Você vive para o mundo.
Você vive para tudo.
Você vive para todos.
Você não vive para nada.
Você não é ninguém.


E amanhã é terça-feira.


[vocês são vermes, pensam que são reis...]

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Que dia é hoje?

E hoje. Mais um dia se passa,
e que "interessante" hoje é o 'EARTH DAY'.
Um dia para as pessoas criarem consciência dos problemas ambientais.
Ah! Isso não deveria ser todos os dias?
Em nossas ações corriqueiras, que parecem inofensivas a nossos olhos a curto prazo?
Ah! Não!
Não iremos ver isto, será em um futuro muito distante.
Os desastres ambientais não estão acontecendo.
Não, não estamos vendo  terremotos, tsunamis, tornados, enchentes, deslizamentos, mortes em decorrência de tudo isso.
Ah! Sim! Os desastres naturais castigam as pessoas.
Sensacionalismo!
As pessoas não causam desastres.

Não, isso não está próximo a nós!
Não teremos filhos, netos nem bisnetos.
Talvez não mesmo! Afinal, de contas! Ah! Hoje é o 'Earth Day'.

Ah! Antes que eu me esqueça, hoje também é o 'DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRAZIL"
E o DIA DO PALHAÇO qual é mesmo?
Esse com certeza é todos os dias!
Mesmo que a celebração seja apenas um dia do ano.
Nos fazem viver como tal, empurrando mentiras garganta abaixo,
as quais muitas vezes temos que engolir, e elas descem rasgando, remexem-se no estômogo.
Viram úlcera. Câncer.
A Cura?
Ah! A cura! Esqueci-me! Talvez não exista!
Há forças contra isso?
Há remédio? Vacina? Coquetel?
Abra seu boca, aja, lute, proteste, jogue seu lixo no lixo, busque conhecimento.
Seja consciente de seu voto, exija seus direitos cumpra seus deveres.
Não seja o que a humanidade está se tornando!
Não aceite o que lhe é imposto silenciosamente, sem contestar.
Lute contra a hipocrisia, o egoísmo, as mentiras...
Lute pela VIDA.
Uma vida de verdade.

"Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor engolir a labuta?
Mesma calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta...

Quero lançar um grito desumano;
Que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
"
[Cálice Chico Buarque/Gilberto Gil]  
http://http://ambiente.hsw.uol.com.br/desastres-ambientais-canal.htm
 http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45121/

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Nunca mais.



Nunca mais vou gostar de você, nunca mais
Nunca mais, entre nós não dá mais, nada mais
Mas, se alguém perguntasse eu diria
Queria, queria
Muito mais, muito mais, muito mais, muito mais

Muito mais do que um sonho seria capaz
Muito mais do que já nos sacia e apraz
Mas depois de tamanha alegria
Eu sei que eu sofreria
Muito mais, muito mais, muito mais, muito mais 

Nunca mais vou pensar em você, nunca mais
Tanto faz um a mais entre tantos finais
Eu não vou semear fantasias e melancolia
Nunca mais, nunca mais, nunca mais, nunca mais 

Meu amor
Vou tentar deixar de lamentar saudade
De você pra sempre
Vou deixar de ter tristeza por não ter você.
 
Marisa Monte
Composição: João Donato, Marisa Monte, Arnaldo Antunes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lembrança. 1.

Hoje lembrei-me do meu primeiro beijo, quando faíscas pareciam sair dos meus olhos e lábios, meu coração acelerava, parecendo saltar, meu corpo tremia com medo de algo dar errado, mas por um instante o mundo parou...
E a atmosfera parecia ser composta somente por estrelas que brilhavam incansavelmente, flores que exalavam perfumes inexplicáveis.
E então, ouvi buzinas, e carros, e conversas e notei que estava em frente à escola, abraçada a minha primeira paixão, que o mundo ainda estava a girar e a vida prosseguia, que eu voltara a realidade..

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O amor nos torna o que não esperávamos ser.

Tenho medo de que as coisas não mudem.
e não mudando por um certo período de tempo,
não permitam a mudança necessária.


"Não sou nada.
 Nunca serei nada.
 Não posso querer ser nada.
 À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Álvaro de Campos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Seja como for

Errar pode ser certo em algum momento?

Como podemos persistir em algo sabendo que a moral vai de encontro ao equívoco?

Me disseram que quando algo envolve amor, que fazemos porque queremos, porque gostamos e nos sentimos bem, não está totalmente errado.

Como parar sabendo que o desejo e a vontade de continuar são cada vez mais verdadeiros?
Como continuar sabendo que os sentidos estão sendo confundidos e manipulados por sentimentos mais fortes do que aquilo que se tem controle?
Como parar sabendo que essa é a realidade que se quer viver?
Como continuar sabendo que não se pode ter aquilo que não nos pertence?
Como parar sabendo que o fim só trará sofrimento?
Como continuar sabendo que querer não é poder?
Como parar quando só se quer mais?
Como continuar sabendo que tudo pode ser um sonho?

Já vi tantas noites, tantas estrelas...
E ainda não sei ao certo, se assim como a luz vem após a escuridão,
o alívio vem após o sofrimento.
o amor após a dor.
a realidade após a fantasia.
a vida após a morte.

Talvez um dia haja a certeza disto,
[ou não.]
Mas enquanto esse dia não chegar,
viver entre a luz e a escuridão,
entre a dor e o amor,
entre a realidade e a utopia,
entre erros e acertos,
pode ser certo,
pode ser a linha tênue da vida.

Quem sabe um dia tudo saia da irrepreensível órbita...
Quem sabe um dia eu voe,
e você voe ao meu lado,
transformando o errado em certo, o certo em errado.


Já quis demais, além do que eu poderia ter.

Algumas circunstâncias acabam causando perturbação e confusão dos pensamentos...
Portanto, mantenha-se na imutável tendência das mudanças.

Dá para devolveram minha razão!?
Tenho certeza que não a perdi,
só podem ter levado-a de mim.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O tempo passa com os anos, 
e com ele alguns danos
e tantos desenganos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Oh honey!


É fácil falar de amor,
a parte difícil é saber colocar isso em prática.

É fácil querer ser melhor que alguém,
difícil é fazer coisas boas para que isso aconteça.

É fácil julgar os outros,
difícil é aceitar um julgamento.

É fácil ter sonhos,
difícil é saber realizá-los.

É fácil manter um sorriso,
difícil é ser feliz.

É fácil falar dos outros,
difícil é fazer as coisas certas.

É fácil querer mudar,
difícil é tomar as atitudes para isto.

Às vezes parece que o mundo dos outros é bem mais simples que os nosso,
às vezes parece que somos menos favorecidos em tudo,
às vezes dá vontade de sumir,
de chorar, de sorrir e ser feliz,
às vezes dá vontade de amar e ser amado,
de tocar e ser tocado.
Às vezes para se tudo isso basta, realmente, VIVER.

"Acho que a gente é que é feliz..."

sábado, 21 de novembro de 2009

indeed.

Breve a noite virá...
e hoje estará calma e branda...
e o vento quente e leve...
purificando tudo que toca,
mesmo que o que está sendo tocado não sinta...
Breve a noite virá...
e mais um dia terá ido...
e mais algumas vidas irão com ele...
e mais algumas surgirão.
Breve a noite virá...
daqui a pouco é escuridão.
e ela,
tomará conta do lado oposto ao astro principal...
Breve a noite virá...
Ah! Deixa eu fechar minha janela que me enganei,
hoje o vento está frio,
e forte.
vou ter com as estrelas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

customizar.


'Eu encontrei quando não quis...
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim...'


'De tanto eu te falar
você subverteu o que era um sentimento e assim
fez dele razão pra se perder
no abismo que é pensar e sentir...'



'Eu sei é um doce te amar.
O amargo é querer-te pra mim...'



'eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou.'  


'O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais...

Os dias que eu me vejo só
são dias que eu me encontro mais

e mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar.'

 
'Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.'

'Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz...'

'Olha lá, quem vem do lado oposto...'
[Los Hermanos] 
 





terça-feira, 17 de novembro de 2009

Buuuum.

Não gosto quando as coisas não acontecem como eu quero, não gosto de parciais infelizes, não gosto de como eu sou, não gosto do que eu faço, não gosto quando fico confusa a ponto de ficar pensando demais, minha mente está um turbilhão de pensamentos, todos embaralhados, entrelaçados, sem jeito de serem ajustados ou desfeitos os nós, não sei o que faço, e quanto mais eu penso no que fazer, e faço, mais erros eu tenho, mais desordem eu causo em minha vida, na vida das pessoas que eu gosto...
Às vezes eu só queria sentar em um canto e esquecer tudo, queria que a vida fosse fácil como parece nos filmes, nos contos, nas histórias com finais felizes, em que tudo termina bem... Acho que queria ter meus momentos de plena felicidade também... Queria que a solidão, ou me segurasse de vez, me privando de momentos que só me deixam ainda mais perdida, ou me soltasse de seus braços, para que eu pudesse ver o brilho de sol, de verdade... [ah, o Sol, às vezes queria ser como ele, e poder iluminar  a vida das pessoas ao meu redor, não fazê-las sofrer...].

Sinceramente queria saber o que fazer.
Porra! Hoje senti uma falta gigantesca da minha irmã, senti vontade de poder fazer novamente tudo o que fazíamos e coisas das quais nunca fizemos juntas... Senti falta do seu abraço, da sua voz, do cheiro, do seu cabelo, do seu sorriso, do seu jeito de dizer as coisas e do jeito que eu era quando podia tê-la ao meu lado. Bem que dizem 'que só percebemos o valor da água depois que a fonte seca'... Não quero cometer o mesmo equívoco novamente, mas às vezes parece tudo tão complexo, e eu não sei eu o que fazer. E por mais que não pareça... As aparências enganam.

terça-feira, 10 de novembro de 2009




Hoje estava lendo um texto sobre praticar o desapego, e mais uma vez tive a certeza de quanto mais tento entender as coisas e as pessoas, os sentimentos, mais confusa fico.
Praticar o desepego talvez possa ser uma forma que o ser humano encontrou de evitar dor, sofrimento, amarguras e desilusões, mas quanto mais o desapego for praticado, - de certa forma evitaremos tais sentimentos-, mas também não sentiremos muitas coisas, a solidão irá nos sufocar e criar forças para nos tornar mais egoístas, abandonados, utilizando as pessoas, tornando-as descartáveis.
Aí então, me pergunto se é isso o que desejo? Se é isso que o mundo precisa? De seres humanos cada vez mais descartáveis, e amaparados pela solidão...
Seres que vivem porque existem, que se esquecem do amor ao próximo e consequentemente até do amor por si próprio.

Que mundo é esse em que vivemos?
Onde o que é mais relevante perde o brilho, perde a cor, deixa de ter importância, para dar lugar a sentimentos mesquinhos...
O amor deveria ser uma verdade, mas hoje em dia é tão mascarado que essa verdade para muitos virou mito...

Ilusión








Ma a che serve volare,
Sempre volare,
Quando l'amore
Non aspetta più te.


(Roberto Carlos) 



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Metade


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado [por mim!]
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Oswaldo Montenegro

domingo, 27 de setembro de 2009

Compulsividade



Nossa! Não sei muito o que escrever...

Acho que não estou com muita criatividade para expressar meus sentimentos, mas é que hoje estou me sentindo tão sensível e carente de qualquer forma de amor. Amor de pai, de mãe, de irmão, amigo e amante, enfim de amor. Amores não correspondidos, amores perdidos, amores confusos, amores platônicos e esquecidos, amores enterrados e amores complicados, amores que vem, amores que vão, amores que permanecem, amores que nunca serão... Mas é tudo tão complexo ao meu ver! Em matéria de amor, nessa vida só tenho notas ruins, não sei onde eu erro, se é o que faço, acho que mais o que eu deixo de fazer... Talvez seja todo o meu racionalismo que insiste em me acompanhar em todos os instantes do meu dia, que me faz dizer não, querendo dizer sim, que me faz fazer uma coisa querendo outra, que me faz ser metódica e sistemática, eu até tento ser sentimental, agir emocionalmente, não que eu seja tão ruim nisso, talvez falte prática... Mas a razão está sempre sobressaindo...
Estou tão perdida, acho que já se foram os dias em que eu gostava de estar sozinha.
Talvez até seja bom estar sozinha curtir a liberdade. Mas não agora...
Talvez seja somente coisa de momento, pudera! Não!?



"E nessa loucura de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências... Mas pra que viver fingindo se eu não posso enganar meu coração... Eu sei que te amo! Chega de mentiras! De negar o meu desejo! Eu te quero mais que tudo! Eu preciso do seu beijo... Só quero ouvir você dizer que sim..." (Composição: Jose Augusto / Paulo S. Valle)

'Às vezes é necessário adaptar o cérebro para escutar o que o coração já sabe...' ( Anjos e Demônios- Dan Brown)

sábado, 12 de setembro de 2009


Depois de tanto tempo e tanta correria, estava na hora de escrever algo..

Esses dias estou sendo tomada por sentimentos tão distintos em tão pouco tempo... Às vezes com uma felicidade resplandecente que não cabe no peito, e outras um tristeza tão grande que queria simplesmente sumir.
Esses dias têm sido tão cheios de tudo, mas tão vazios ao mesmo tempo, tão encantadores e devastadores, tão cheios de verdades e mentiras, de utopias e realidade, de sonhos e pesadelos, nada meramente regrado, mas extremamente em excesso.
Poucas vezes faço e demonstro o que quero, muitas vezes espero tanto de tudo e de todos e na maioria delas, a decepção é parte da história. Meu coração tem estado partido como um vaso vazio, incompleto como o céu sem luar...
E parando para pensar nisto vejo que não tenho feito muito para juntá-lo, não tenho feito muito por mim, tenho expressado sentimentos que eu nem sinto que sinto, tenho transmitido uma felicidade e autoconfiança que não consigo encontrar em mim mesma, será que atuar é tão parte de mim?
Onde foi que me perdi? Preciso me encontrar...




"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos"
Clarice Lispector

domingo, 6 de setembro de 2009

impressões colhidas pelos sentidos.


Talvez eu tenha sido imatura tantas e quantas vezes na vida.
Talvez eu não tenha superado expectativas.
Talvez eu não tenha sido nada do que esperavam.
Talvez as pessoas esperam muito de mim.
Sabe que às vezes é dificil manter essa postura de menina a mulher, frágil, sensível, meiga e ao mesmo tempo forte, durona firme e sorridente.

Às vezes eu também me canso.
Como subir uma enorme escadaria e não ver nem o primeiro nem o último degrau.
Olhando seres inanimados todos em um pedestal, como marionetes assassinas rogando por canificina.
Exalando egoísmo, mentiras, inveja e hipocrisia.

Sabe quando você espera liso e vem listrado.?
E a frustação toma conta.

Quando a válvula de escape não está em perfeitas condições?
Quando você está cansado da presença ausente?
Porque esse tipo de ausência, para mim, é o pior.


Acho que com isso tudo acabei me esquecendo que tenho sentimentos, embora para alguns não pareça, por estar vivendo, de certa forma, em função de sentimentos alheios.
Mas acho que está na hora disto acabar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sabe aquele sorriso idiota de orelha a orelha?
Pois é! [se tiver criatividade de imaginar, é esse aí mesmo, se não, 'perdeu playboy', se quiser olhar minhas fotos deve haver algumas assim também], se não, o azar não é meu.
Mas voltando ao assunto... é ele mesmo, que está sempre estampado em meu rosto. =D
[incrível] Às vezes, me pergunto como consigo. E até duvido.


Sabe que às vezes eu sou irritante, um tanto insensível, insegura, um pouco estúpida com as pessoas ao meu lado e... Me arrependo disto, sempre. [pode crer] Mas é só às vezes.[melhor avisar antes né!]
[Mas ainda há quem discorde disto...]
E digam que sou uma doce e meiga menina, calma e introspectiva! Pode!? [Minha mãe que o diga!]

Mais desastrada que eu, só duas de mim juntas!
Já grudei macarrão no teto, já quebrei tantas coisas que nem chutaria uma quantidade para não parecer tão anormal... Já quebrei o braço, já cai de um pé de manga, já pesei em umpintinho, [tadinho, morreu], já cai de bicicleta, quase atropelei um velhinho que não olhou para os dois lados da rua antes de atravessá-la, já li Dom Casmurro, já assisti Titanic, já fui ao cinema para assistir filme no corredor [super lotação], já tive um amor platônico [querer e não ter, crueldade isto! Né!], já perdi um campeonato de truco [meu pai me paga!], já colei, já passei cola, já destrui algumas vidrarias da aula de química, já dancei, toquei e fiz dançar, [literalmente], já gostei não gostando, tive não tendo, perdi não perdendo, já namorei à distância, já fiz Pedagogia, já fiz 20 anos, já pulei o muro da escola [ah! se minha mãe descobrisse!], já perdi uma irmã [a luz do meu dia], já fiz teatro, dança de rua, dança do ventre e balé, já brinquei de passa anel, já tive medo de fantasma e do velho do saco, já toquei campainha e corri, já fui cdf, já usei óculos e aparelho, [que medo!] já morei em Minas e nadei no São Francisco, já fui pior, melhor ou diferente de hoje, mas sempre eu mesma, nem sempre íntegra, risonha na maioria das vezes, mas simplesmente assim...

Sei que não sou a pessoa que todos queriam que eu fosse, mas sei que sempre estarei disposta a ajudar quem quer que seja, até onde e como eu puder, mas nem sempre do jeito que essa pessoa espera que seja, pois todos cometemos falhas, ninguém é perfeito mesmo![quem dirá eu, reles mortal.]

Sei que sou um tanto complicada...
Aos olhos dos outros...
Mas me entendo... Em "alguns momentos" perfeitamente.

Sei que nem sempre estou de bom humor [embora tente sempre demonstrar], de bem com a vida ou certa em todos os momentos [fato], porque isto nem existe mesmo, pois um problema pode ter várias soluções, e a minha pode não ser a melhor , mas, espero que seja a mais conveniente naquele momento... [filosofei.com]

Sei, como todos deveriam saber, que não somos perfeitos, cometemos erros, mas os cometo sempre em função de acertar... [porque um dia eu chego lá! e se souberes o caminho certo, desenhe um mapa com todas as coordenadas, porque tu és com certeza um dos poucos.]