terça-feira, 1 de maio de 2012


'Coração na mão como refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser.'
-Engenheiros do Hawaii



"E o tempo não para, e certas coisas permanecem,
e você vai e volta, e vem, e fica, e se vai novamente.
E nessas idas e vindas eu permaneço,
eu, sempre eu, inconstante."


Dizem que há tempo para tudo,
será que haverá tempo para nós?
Será que um dia iremos ultrapassar as barreiras que nos impedem,
os obstáculos que surgem? 
Será que um dia haverá algum poder antes do querer? 
Haverá uma vida?


Com a mente a mil, pensamentos turbulentos, confusos.
Lembranças que eu quis esquecer, que eu havia esquecido, para que já não doessem mais, não por serem lembranças ruins, mas porque junto a essas lembranças surgem também as partes que me fizeram querer esquecer de tudo.
De repente surge você, mais uma vez.
E como disse Caio, entrando nesse barco novamente, e eu com receio.
Não que não valha a pena ou eu não queira, não me importo em entrar e até remar e estar ao seu lado, mas é estranhamente triste, ficarmos assim à deriva, após tantos anos.
Hoje as coisas envolvem mais vidas, mais sentimentos... Já não somos aqueles adolescentes livres das bagagens da vida. Já não somos só nós dois, e não pretendo prejudicar, nem magoar, nem fazer ninguém sofrer.
Quero te ver bem, feliz, sem sacrifícios, abandonos, sem qualquer coisa que te faça sofrer.
Quero ser feliz sem medo, sem pesares, sem ressentimentos. 
Quero que sejamos felizes.
Juntos?
...Quem sabe em outras vidas.

4 comentários:

Ana Andreolli disse...

Que lindo, arrepiei do começo ao fim.

Alexandra Xavier disse...

Obrigada!
Mas é isso... nós as vzs passamos por cada coisa!

primeiro andar disse...

é álexs..
as vezes só em outras vidas mesmo.

:(

Anônimo disse...

Obrigado pela grande informação! Eu não teria descoberto este o contrário!