sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Teatro dos Vampiros

Sempre precisei de um pouco de atenção...
Acho que não sei quem sou.
Só sei do que não gosto...

E nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo...
O que é demais nunca é o bastante.
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos...
Os assassinos estão livres. Nós não estamos...

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro!
Os meus amigos todos estão procurando emprego...

Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...

Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite...
Ter um lugar legal prá ir...

Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas...
E esperamos que um dia nossas vidas...
Possam se encontrar...

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo!
Você me veio como um sonho bom...
E me assustei, não sou perfeito...

Eu não esqueço.
A riqueza que nós temos ninguém consegue perceber...
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito...
Tive medo e não consegui dormir...
Renato Russo


É bom ler coisas que as pessoas escrevem e que nos identificamos...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Isso é real?



"Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes.
Vejo todo esse potencial desperdiçado.
A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.

Nós não temos uma Guerra Mundial.
Nós não temos uma Grande Depressão.
Nossa Guerra é a espiritual.
Nossa Depressão, são nossas vidas.
Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock.
Mas não somos.
Aos poucos tomamos consciência do fato.
E estamos muito, muito putos.

Você não é o seu emprego.
Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.
Nem o carro que dirige.
Nem o que tem dentro da sua carteira.
Nem a porra do uniforme que veste.
Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.

Nós não somos especiais.
Nós não somos uma beleza única.
Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo.

Escolha não ter uma TV grande
nem baixo colesterol
nem um abridor elétrico de latas
nem plano de saúde e dentário
e muito menos uma casa de dois andares numa rua arborizada e filhos que só tiram A+.

As coisas que você possui acabam te possuindo.
Você só é realmente livre após perder tudo.
Pois ai não terá o que perder, e, enfim, encontrar-se-á livre"

Tyler Durden

sexta-feira, 3 de julho de 2009

da contradição.


A Flor e o Espinho

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor

Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor

Eu só errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha magoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'agua
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...




Eu tava forrando a cama...
A cama pr'o meu amor...
Passou um vento na roseira,
A cama se encheu de flor!
Leva eu saudade...
Se me leva eu vou...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sentir é criar.

"Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias."
Fernando Pessoa

Sabe o dia em que você volta para casa desanimado?
Quando o dia foi péssimo!
Quando o dia não poderia ter sido pior!
Quando você não fez nada do que poderia ou deveria ter feito?
Quando você não deu o melhor de si?

Pois é?
Já tive muitos dias assim...

Mas hoje não!
Hoje não foi um destes dias!

Hoje cheguei em casa, com uma sensação maravilhosa, uma alegria e satisfação interna.
Que poucas vezes me permitir ter.
Hoje fiz o que eu deveria ter feito, talvez poderia ter feito mais...
Mas voltei para casa aliviada, com vontade de fazer de novo...
E de novo... E de novo!
Até que a voz não mais saísse...
Que o corpo se esgotasse...
Mas acho que ainda assim continuaria lá!
Revelando, descrevendo, pintando, reproduzindo...
Porque a realidade, não é só o que a gente pensa que é,
porque nós não somos limitados àquilo que pensamos ser,
porque podemos romper barreiras,
quebrar correntes, orgulhos e preconceitos...
Porque o verbo da vida é viver.
Com todas as letras, sílabas, sons, desejos, desenganos, perdas e desencantos.
Com toda a alegria, com toda a tristeza, com toda a realidade, com o sol, com o céu e com a lua.
Com os beijos e desilusões.
Com sonhos e sentimentos.
Com tudo simplesmente.


"Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo...

Multipliquei-me para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me entreguei-me.
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente...

Saber onde estar para poder estar em toda a parte.
"
Álvaro de Campos

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mudando de humor....
Mudando de personalidade...
Tirando a máscara...
Colocando o nariz...
Escondendo o rosto...
Virando a cara...
Batendo de frente...
Falando de mais...
Falando de menos...
Criando um mundo...
Um universo particular...
Cala o mundo...
Cria a boca...
Fecha a vida...
Gira a porta...
Sem cessar o dia, sem trancar o tempo, sem chegar a hora...
Paradoxos nessa vida inconstante.

domingo, 14 de junho de 2009

inconstância constante

Às vezes a gente dá tanta importância a coisas que não valem a pena.
Às vezes a gente se decepciona por dar valor a cosias que não merecem,
por esperar de pessoas erradas,
por confiar em quem não devia,
por acreditar em mentiras,
por viver sonhos, fantasias...

Às vezes a gente se perde em meio a tantas dúvidas, desejos, escolhas e indecisões...
Às vezes a gente quebra a cara,
se acaba de arrependimentos...
Às vezes a gente confunde as paixões...
Faz coisas das quais nem imaginava fazer.
Deixa de fazer coisas das quais sempre sonhou...
Chora pelo outro, ri dos outros, dá a cara para bater,
Às vezes a gente estressa com a vida, com as pessoas, com o mundo...

E tudo isso por quê?

Quisera eu ter uma resposta, certa, clara e objetiva...

Mas o que seria a vida se não fossem momentos assim!?

Sei lá!

Vou dormir... Cortar meus pensamentos...
Antes que me dê vontade de cortar os pulsos, com toda essa baboseira...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

do lado inverso



Dia dos Namorados?
Dia do consumismo implícito!
As pessoas se deixam enganar, se envolvam por tão pouco!
Dia dos namorados!?
Oooh! Dia dos namorados são todos os dias! E não um dia especificamente criado para o consumismo e para o lucro!
Um dia para a felicidade, prazer, comemoração e luxuria de muitos, infelicidade e melancolia para alguns, ou simplesmente um dia como todos os outros para poucos.
As pessoas, por acaso, se gostam somente no dia dos namorados? Dão presentes somente no dia dos namorados? Demonstram seu amor e o que sentem somente neste dia?
Não. Não deveria ser.
O amor deveria ser explícito, deveria aflorar em todos os instantes, deveria ser real, leal e verdadeiro todos os dias, e não somente em uma data específica, em um dos dias mais lucrativos do ano.
Mas isso nem sempre acontece.



Acho que muitas vezes quando observo aquela multidão de consumidores, praticamente sem rostos, caminhando pelos calçadões do mundo, como caçadores buscando sua mais preciosa caça, as vejo assim. Mas não é somente no Dia dos Namorados não, mas no Natal, Dia das Mães, do Pais, ou quando os coelhos saem de casa, e blá, blá, blá. Como se todos tivessem mãos e bolsos, lugares e utilidades para comprar, comprar o que lhes e palpável e visível, tudo o que lhes é supérfluo, e relevante, tudo o que lhes traz status.
Sendo "consumidas" por milhares de propagandas e slogans que lhes alimentam a infinita vontade de sempre gastarem mais, mais e mais... As pessoas entram e saem de lojas e shoppings com sacolas e sacolas de bens materias, que lhes alimentam a alma!
Às vezes me pergunto se isso é normal e eu sou uma estranha em meio a tudo isto...


Alexandra Xavier


sábado, 6 de junho de 2009

Hoje eu estou...

E mais uma vez não sei explicar o que sinto.
O por quê desta vontade de querer abandonar tudo.
De esquecer tudo.
De ficar quieta.
De não falar.
De não me envolver.
Tanta coisa inútil,
tanta coisa que se forma em minha mente,
coisas que sempre me deram repugnângia,
eu?
Logo eu que sempre tive esse merda de sorriso estampado no rosto com tanta espontaneidade,
agora arranco-o tão forçosamente, de onde eu nem sei.
Mas o que mais me dói é que tudo isso origina-se de mim, e eu não tenho forças para mudar.
Não hoje, não agora.
Tudo seria tão mais fácil se pudéssemos transformar nossos medos e fracassos...
Se conseguíssemos fugir dos lugares e das pessoas que nos chateiam e nos transportássemos para um local seguro, sem barulho, sem angústias, dúvidas e incertezas.
Se conseguíssemos de repente, como mágica, parar o tempo.
Se conseguíssemos voltar atrás.
Como seria bom, estalar os dedos e simplesmente mudar o rumo...
Mudar o lugar, mudar a vida.
Mas dizem que os piores momentos são os nossos testes,
[não imaginei que fossem tão difíceis assim]
Onde é que têm aulas para isto?
Preciso passar, não quero ter que repeti-los ou fazer algo mais difícil.
Oh! Help me!
Please.

Alexandra Xavier

domingo, 24 de maio de 2009

Qual o segredo da felicidade?



Sabe, às vezes nos preocupamos tanto com os outros, nos importamos com o que pensam, com o que dizem, se estão bem...
Muitas vezes deixamos de fazer coisas, passamos a depender muito dos outros para sermos felizes, não que isso seja ruim, pelo contrário, é muito bom levarmos a felicidades aos outros, mas como é que podemos fazer alguém feliz se isso não está em nós?
Quantos outros já se perguntaram "qual o segredo da felicidade?" é algo tão simples e tão complexo ao mesmo tempo. Alguns têm tanto e não dão se quer um sorriso, outros sorriem apenas de por terem as pessoas que amam ao lado, por ganharem uma bala, mas isso é felicidade?
O que é felicidade? Acho que isso é algo muito subjetivo, uns já nascem com ela estampada no rosto, encarnada na alma, outros nem sabem que a possuem, outros então, nem nunca chegam a saber o que é. Uns a dividem, outros somam, e a multiplicam, mas há também "aqueles"...
Ah! Aqueles que teimam em diminuí-la!

Mas o que eu acho importante, é que devemos estar cientes do que fazemos, do que queremos e do que nos faz bem. Porque assim mesmo que não sejamos multiplicadores de felicidade, também não precisamos ser os exterminadores dela.

Especialmente para uma pessoa que gosto muito. Juuuh Bellíssimo.

Alexandra Xavier